Meu Jeep de brinquedo e a Resiliência Emocional

"Eu e meu irmão éramos crianças ainda e meu pai era construtor de barcos de madeira. Num belo dia em que meu pai foi testar um barco que ele acabara de construir, nos levou para navegar com ele. Meu remava com braços fortes e fazia o barco deslizar pelas águas escuras do Rio Santana em Nortelândia-MT, cidade em que morávamos. Eu sentia o vento bater em meu rosto, era muito bom estar com ele. Meu pai tinha comprado dois carrinhos que eram jipinhos brancos, um pra mim e outro pra meu irmão. Eu me distrai ao tentar fazer o meu jipinho branco deslizar por cima da água, enquanto o bote navegava. Foi então que aconteceu algo que me entristeceu. De repente a força da água tomou o carrinho de minha mão e eu ví ele afundar até sumir na escuridão da profundeza do Rio Santana. Chorei, mas de nada adiantou. Soluçando ainda a perda do presente que meu pai me dera, me consolei ao ver a paisagem ribeirinha e as aves que se preparavam para o anoitecer. O sol se despedia de mais um dia, ao brindar...