As folhas e o Pastor visitante do Rio Paraguai

 

Chimbuva da Praia do Dáveron 
Cáceres-MT 

Folhas que o vento leva e eu o pastor visitante do Rio Paraguai, ouvi a voz do vento e seu barulho nelas que resistem em ficar.

Nos galhos das árvores à beira do Rio Paraguai.

Eu também fui levado daqui para servir em outra terra e aqui não mais . 

Do Dáveron a praia cheia d'água da cheia. Água que vem de longe trazida pela correnteza, e eu mergulho no meu tédio de aqui não morar mais.

Ah que saudade quando era de cá. Do tempo que eu vinha dia sim, dia não, olhar descer as águas mansas do Rio Paraguai. 

Águas também caem de cima, do céu, e insistem em encher ainda mais, o Rio de Cáceres, o Rio Paraguai. 

Eu era daqui, hoje não sou mais. Que dor, hoje sou apenas um visitante, que sente na pele o vento que bate nas árvores à beira do Rio, que seca era seco e hoje o caudaloso Rio Paraguai. 

Ainda mais eu que vim da "Gleba" para aqui sonhar. Eu vim por Deus ter a mim chamado. Também fui, por Deus ter me enviado para perto, "bem aí" em Curvelândia, antiga "Curva do Boi". 

Terra molhada depois da chuva, ah que melancolia, mas também alegria por voltar aqui e ser um visitante das Margens do Rio Paraguai.

Sempre que puder virei visitar, ver as folhas serem levadas pelo vento e sentir ele na pele. Outras vezes virei, meu querido rio, o Rio Paraguai.


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